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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Radiografia aos radicais do teclado!

A pequena-burguesia radicalizada que pretende mudar o mundo no próximo dia 15, berra que os "partidos são todos iguais" e que os sindicatos não são representativos. Mas que representa est' acambada? Há tempos realizaram ESTE estudo sociólógico a si próprios.

Foi bastante educativo, mas quisemos ir um pouco mais longe e tentar perceber até que ponto seriam efectivamente activos estes novos "movimentos sociais" no seu meio-ambiente de luta predilecto: sentadinhos, atrás do teclado, a proclamar revoluções!

Paradoxalmente, quase metade dos subscritores do famoso 15 de Outubro "organizado pela net" ainda nem sequer mexeu um dedo este mês. Fica o registo dos seus últimos posts:

Agrupamento de Intervenção e Resposta - 25 de Maio
ANSOL - 14 de Setembro
Attac - último post a 29 de Julho de 2011
Alvorada Ribatejo - 30 de Julho de 2011
Boletim Agulha - 7 de Julho
Frente de Acção Estudantil - 13 de Dezembro de... 2007!!!
Democracia Verdadeira Já - 25 de Julho
Jornal Ponto - 7 de Janeiro
Marcha Mundial das Mulheres - 21 de Julho
Mudar Bancários - a 19 de Março
Opus Gay - 30 de Setembro
PAGAn - a 30 de Janeiro
PrecariAcções Braga - 29 de Setembro
PROUTugal -24 de Agosto
Socialismo Revolucionário - 27 de Agosto

Desprovida da cobertura mediática da imprensa burguesa, mas presente no terreno da luta, há uma semana de protesto em construção. É organizada pela CGTP, mas não há artigos fixes no jornal Público/Sonae...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Descobre as diferenças

" Não somos contra nenhum partido específico. Mas também não os favorecemos. Acreditamos que a máquina política está corrupta e que existe demasiada promiscuidade entre representantes públicos e interesses privados"
Indignados de Lisboa

"Tenho profunda aversão a toda esta partidocracia que,só sabem servir só os seus interesses, em detrimento da nossa Pátria."
Neo-nazi não identificado no Fórum Pátria

Servindo-se da demagógica verborreia "anti-partidos", do "eles são todos iguais", para mobilizar os politicamente ingénuos para a Manif "mais radical de todos os tempos" já prometida para o dia 15, Acambada parece agora querer rimar com... cabeça-rapada!

Mas porque os Partidos não são todos iguais...



Nós tomamos Partido!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Fazer o jogo da reacção...

"Os Indignados de Lisboa" prometem lutar, dia 15, pela União €uropeia! Senão... leiamos em discurso directo, o seu manifesto de €uro-intenções:

"A união política deveria ser o pré-requisito fundamental para a união económica, mas os estados europeus estão longe de abandonar os interesses e quezílias nacionalistas."
O problema não é o carácter burguês, capitalista da U€, o problema é não haver mais "união política" e os povos de cada país ainda reterem instrumentos de soberania. E que pena, não? Isto das burguesias europeias não se entenderem melhor e unirem mais...

"Não há hoje líderes com visão europeísta (...)"
O Mário Soares anda a fazer este alerta há vários anos...

"A Comunidade Europeia foi originalmente criada por políticos que viveram as tragédias da II guerra mundial e conceberam este projecto como uma proposta radical para pôr fim aos derramamentos de sangue que a lógica nacionalista vinha a criar."

Interpretam a história da U€ segundo os cânones oficiais da mesma. Nesta visão, a U€ nunca foi um meio das burguesias franco-alemãs (com outros sócios menores) para obterem maiores lucros e melhor explorarem os trabalhadores europeus. Nem uma palavra sobre o sangue que França, Holanda, Bélgica, Inglaterra, Espanha ou Portugal derramaram contra os povos que lutavam contra a subjugação colonial dos "pacifistas" €uropeus.

"Assim, ninguém na Europa tem a coragem para se opor aos interesses dos EUA, contrários aos do euro."
Luta de classes substituída pela luta inter-imperialista! Isto não são trabalhadores versus patrões, mas U€uro versus USdollar! E os indignados tomam partido pela U€! E por falar de tomar partido...

"A solução para a crise terá que passar (...) por movimentos internacionais de cidadãos que se envolvam na reforma da sua vida económica, social e política, sem terem que se arregimentar em partidos políticos."
Pois! Como não poderia deixar de ser, o discurso anti-partidos, do "eles são todos iguais", marca presença, abundantemente polvilhado pelo manif€sto...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cai a mascarada da cambada

Tal como é descrito por um dos promotores, circula plo facebook, esta imagem da vandalização dum cartaz do Partido como elemento de divulgação duma manif que a pequena-burguesia radicalizada de Lisboa organiza no próximo dia 15.

Para quem gosta de clamar, aos 4 ventos, contra o alegado sectarismo dos comunistas, convenhamos! Não está nada mal...

Há muitos, muitos anos atrás, um camarada chileno ensinou-me uma receita óptima para a colagem de cartazes: à cola em pó misturada em água, junta-se soda cáustica q.b. e vidro esmigalhado. Será um pouco bruto, mas é garantido que, quem quiser depois vandalizar uns cartazes... ficará, por sua vez, com as manitas também vandalizadas...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O regresso dos mortos-vivos...


É já no dia 15 que acambada de Lisboa se volta a manifestar contra a crise, o governo e o FMI.

Todas as manifs contra a troika interna (PS/PSD/CDS) ou externa (FMI/BCE/UE) são sempre de saudar - mesmo quando a partidarização encapotada dessas manifestações é por demais evidente. Só é pena que não se assumam...

Também se lamenta que o empenho d' acambada de Lisboa em mobilizar para as manifs da CGTP seja zero ou abaixo de zero, mas isto já se sabe: os meninos rabinos consideram a CCGTP como uma organização pouco representativa (apesar das centenas de milhar de trabalhadores que movimenta) e bastante burocrática (porque não faz o que a acambada acha que deveria fazer).

De qualquer modo, não vale a pena chorar pelo leite derramado, mas apenas constatar a "representatividade", "inovação" e "pós-modernismo" dos célebres movimentos sociais bué prá frentex que se vão manifestar no dia 15 e que assinam a respectiva convocatória:

Precários Inflexíveis = Bloco de Esquerda
FERVE = Bloco de Esquerda
UMAR = Bloco de Esquerda
SOS Racismo = Bloco de Esquerda
Panteras Rosa = Bloco de Esquerda
Professores e Educadores 3R= Bloco de Esquerda

ATTAC... bem! Aqui há uma variante: há uns anos, houve malta a sair e queixar-se da manipulação & partidarização do... Bloco de Esquerda. Bem... pensando melhor... Não há variante alguma!!

Revista Rubra = ex-bloco de esquerda
Socialismo Revolucionário = ex-bloco de esquerda

Jornal Mudar de Vida= cisão da "política operária" que foi, em tempos, uma cisão da udp.. Ou seja: ex-bloco de esquerda avant la lettre!

Marcha Mundial das Mulheres= ok! até deve ser preconceito meu, mas tem pinta de ser... Bloco de Esquerda!

Democracia Já +Acampada de Lisboa + Indignados de Lisboa + Artistas e Públicos Indignados + Portugal Uncut + Movimento 12 de Março + Movimento GerAcções... Ufa!!!
Mas tudo se resume, nesta constelação de siglas, à unidade difusa do bloco de esquerda + autonomistas + anarcas + estudantes e pseudo-intelectuais da FCSH, artistas oprimidos e amigos dos animais.

OK! Nem tudo será Bloco de Esquerda: há também a salganhada que junta jovens católicos e activistas gay, Casa do Brasil, um tal de "boletim agulha" ou Alvorada Ribatejo" - seja lá o que isso for!

Enfim... há aquele adágio que diz que tal e coiso "eles são + que a mães", mas neste caso, até se pode dizer que as organizações envolvidas são mais que os organizados... ou não se desse o caso tão peculiar e simultaneamente característico entre a auto-designada "esquerda radical" do activista dos precários inflexíveis ser também membro da ATTAC, escrever no jornal Mudar de Vida, acampar no Rossio e dar uma perninha na Marcha Mundial das Mulheres.

À pequena burguesia radicalizada, que é como quem diz, à "cambada de Lisboa" desejamos, por fim, as melhores felicidades na sua manifestação irreverente, inovadora e pluralista (reparem que todas as variantes do bloquismo e do neo-anarquismo estarão presentes...). Até poderíamos ir lá dar uma saltada, mas somos uns caretas duns burocratas da Inter-sindical e vamos estar ocupados a preparar a semana de luta de 20 a 27 de Outubro. Deve ser isto o que eles chamam de sectarismo...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Estudo sociológico sobre acambada

Veio à tona, na semana passada, um estudo sociológico sobre acambada de Lisboa.


Como é do conhecimento dos camaradas que têm passado pelo Anti-troll, acambada, num esforço vão de mimetização, tentou artificialmente reproduzir em Lisboa formas de luta desenvolvidas pela juventude do estado espanhol. Mas o que aqui ao lado ganhou contornos de luta de massas, no Rossio apenas se contornou a verdadeira luta política que se travava: impedir, ou pelo menos limitar, nas urnas, a eleição dum governo do FMI.

Da "luta mais importante dos últimos 30 anos", apenas só restam fogachos: depois de levantarem estacas por estes "motivos logísticos", têm tentado manter de pé o espírito da luta com acções simbólicas como "vem deitar-te no Rossio" - mas já sem recurso a saco-cama. E se é verdade que agora não passam dum punhado, chegaram a ser, no alvor da luta uma boa mão-cheia... de... quê? Pois! É aqui que entra o referido estudo sociológico sobre acambada: após a análise política que fizemos à cambada, surge agora, pelo labor de um deles, a devida caracterização social...




Dum ponto de vista teórico, a radicalização de sectores da pequeno-burguesia, perante o avolumar da crise capitalista, deve ser saudado, pois já no Manifesto do Partido Comunista, Marx e Engels explicavam que: "o processo de dissolução no seio da classe dominante, no seio da velha sociedade toda, assume um carácter tão vivo, tão veemente, que uma pequena parte da classe dominante se desliga desta e se junta à classe revolucionária, à classe que traz nas mãos o futuro. Assim, tal como anteriormente uma parte da nobreza se passou para a burguesia, também agora uma parte da burguesia se passa para o proletariado"



Todavia, o que a experiência d' "acambada de Lisboa" coloca aos activistas comunistas, é apurar qual a classe social que deve e pode, efectivamente, liderar a luta anti-capitalista. A resposta, há muito que foi dada nas páginas do próprio Manifesto: De todas as classes que hoje em dia defrontam a burguesia só o proletariado é uma classe realmente revolucionária.


Claro que, pelo seu papel e consciência de classe no actual sistema de produção, os elementos pequeno-burgueses tendem a julgar-se como a "vanguarda" da luta... Já na obra Rumo à Vitória, escrita em 1964, o camarada Álvaro Cunhal alertava para a "tentativa, por parte da pequena e média burguesia, de ganhar a hegemonia e impedir o papel determinante do proletariado e do seu partido na revolução (...)".


A actualidade desta obra, bem como do Radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista (poderiamos somar o Esquerdismo, doença infantil do comunismo de Lénine), é absolutamente assombrosa face à paródida de "Democracia Popular" que os filhos radicalizados da pequena-burguesia lisboeta encenaram (e mal!) na praça do Rossio nos últimos tempos.


Veja-se este vídeo esclarecedor sobre a "Assembleia Popular" realizada a 11 de Junho e tirem-se as devidas conclusões sobre o radicalismo verbal, as ilusões demagógicas, as questíunculas bizantinas e o sectarismo estéril semeados pelos grupelhos esquerdistas do costume... Das muitas centenas apregoadas (e alguns jovens generosos chegaram a escutar os cantos destas sereias das lutas "inovadoras"...), chegaram ao típico grupo de café...




O momento alto desta "curta-metragem" acaba por ser protagonizado pela "nossa estoriadora de referência": na habitual lógica esquerdista do "tudo ou nada", é possível escutá-la, aos 6:50 minutos, aos gritos, vociferar que não subscreve apelos à taxação da banca e das grandes fortunas porque só aceita a expropriação tout court da banca e das grandes fortunas!!! Foi há tanto, tanto tempo atrás que Lénine escreveu Sobre os compromissos, que só apetece exclamar: como tudo isto é velho e gasto!

terça-feira, 31 de maio de 2011

O Fim e as confissões dum arrependido

A acampada da cambada de Lisboa chegou ao fim e já estamos com saudades: tantas e suculentas crónicas nos possibilitaram nestes últimos dias... Estamos desolados: ainda há apenas dois dias tinha acambada, finalmente, chegado a acordo sobre como deveriam tomar decisões e... a primeira que tomaram foi logo para proceder à sua auto-dissolução!

Naturalmente, na hora do adeus, não faltam os "balanços positivos" dos que valorizam a "discussão unitária", o "trabalho" e "ocupação do espaço público" com aqueles que, no parágrafo anterior acusam de sabotagem. Contradições? Com tradições... De qualquer modo, deixando de parte a auto-proclamação crónica dos trotskistas que, ainda há 2 dias, se preparavam para hegemonizar "a luta mais importante dos últimos 30 anos", prefimos dar voz a quem se queixa de não ter tido voz...

Leiamos este "bilioso incondescente" e deleitemos-nos com a prosa dum inocente que foi acampar com acambada:

"Estas seitas e grupelhos vivem num eterno estado de infantilismo político; sofrem duma menoridade mental (...) não entendem que a golpada mata a revolução, porque a golpada é uma coisa intrinsecamente contra-revolucionária (...) Temos aqui um conjunto antagónico de grupelhos apostados em fazer aprovar posições que a assembleia ainda não pode alcançar (...) No dia 29 de Maio de 2011, outro grupelho conseguiu desferir o golpe de misericórdia: trouxeram para a assembleia uma discussão estéril e idiota sobre consenso e unanimidade; arrastaram a discussão durante 4 horas, e transformaram-na num massacre desmobilizador (...) Ganharam mais esta batalha. Parabéns. Mas eu sei que um dia serão definitivamente vencidos pelo progresso da consciência colectiva" .


Mais palavras, para quê? Dia 5 temos uma prova de fogo: derrotar nas urnas o FMI. Não é uma tarefa fácil, pode não ser o "ovo do Colombo" reinventado, MAS É A MAIS IMPORTANTE TAREFA REVOLUCIONÁRIA DO MOMENTO: REFORÇAR A VOTAÇÃO DA CDU!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Trotskistas levam vantagem!

Na dura luta política que se instalou entre acambada de Lisboa, os trotskistas parecem levar vantagem como se pode ler aqui:

"Numa Assembleia Popular fora de horas e com menos de uma centena de pessoas, os defensores da unanimidade [os anarcas] voltaram a perder (...) os seus proponentes continuam sem aceitar as sucessivas derrotas que acumulam nas 10 Assembleias Populares em que isso já foi directa e indirectamente discutido e rejeitado.

Apesar disso, a luta entre as duas facções promete não esmorecer: em jogo está o controlo político da tantas vezes apelidada "mais importante luta dos últimos 30 anos" e que, ainda no último sábado, reuniu o impressionante número de 300 manifestantes no Rossio

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A cambada já anda à estalada!

Quando alguns da cambada começaram a miar sobre a censura na acampada, logo vimos que a coisa não ia acabar bem! Aliás, desde sempre que, trotskistas e anarquistas (apesar do cimento anti-comunista que os une) quando se decidem juntar, terminam assim mesmo: à estalada. Será precisa uma picareta para quebrar o gelo? [ah, ah, ah, ah, ah, desculpem: não consegui evitar uma piada fácil]


Para além das picardias pessoais tão habituais entre a cambada, para lá das queixas sobre os desvios burocráticos, ao fim de uma semana, ainda não se entenderam sobre o que é estão a fazer na acampada... Se a lutar pela saída do FMI ou se pela democracia verdadeira...




É que, ainda há 2 dias atrás, estávamos diante da "luta mais importante" e agora... lemos coisas como "É impossível dizer o que vai dar o acampamento do Rossio", "Madrid pariu um rato" ou ainda dramáticos apelos para que "não se transforme este manancial num acampamento sectário"!


Bom... Certo, certo, é que temos boas notícias para quem gosta de arengar as massas: a paródia classificada como "democracia popular" já decidiu que se pode aplaudir durante os plenários [factual!!! mas sem link...]

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A acampada da cambada

"Acambada de Lisboa" podia ser uma crónica queirosiana... mas não é.

Continua em exibição, no Rossio, a famosa acampada de Lisboa organizada pela cambada do costume: anarcas de vários matizes, autonomistas de bicicleta, rupturas de jornal na mão, bloquistas sem SEQSO, Rubras incandescentes, MRPPs domesticados, colectivos Mumia, grupos de vegans, malta dos Yogas... órfãos da política, desiludidos da esquerda... Enfim: Do Garcia Pereira à Helena Roseta, as matinés da "democracia popular" parecem bem frequentadas, apesar das primeira críticas à censura "revolucionária"!


Todavia, a acampada segue entre pingos de chuva e, devidamente enquadrada por umas grades da polícia municipal que delimitam as fronteiras entre o "camping gás" esquerdista e a feira de roupas de marca que continua a decorrer na praça, a auto-designada "revolução 19 de Maio", transversal, libertária e pós-moderna (mas já com os seus líderes), promete continuar a "irritar a burguesia": Com efeito, pude verificar como boa parte da cambada (acampada) utiliza os lavabos da pastelaria Suiça para a realização de actos de higiéne pessoal.

Devo, contudo, admitir as minhas dificuldades em compreender o alcance revolucionário da acampada em que se envolveu a cambada... Claro que é giro fazer campismo selvagem e deve ser bem engraçado irritar os burgueses da pastelaria Suiça! Até não desdenho do emporcalhamento iconoclástico da praça do Rossio... Mas quando eles entram naquela verborreia auto-proclamatória de que "estamos diante da luta mais importante dos últimos anos"[!?!], acho o triunfalismo da cambada um insulto para quem sempre lutou, com coerência, com coragem e sem interrupções.


Enquanto na acampada da cambada se gritam slogans como "o povo unido não precisa de partido"[na lógica dos partidos serem todos iguais e igualmente maus...], ou se explica que "andamos a ser roubado há 37 anos" [portanto, o roubo começou com o 25 de Abril!!!], há milhares de activistas e apoiantes CDU que estão travando, diariamente, junto do povo e não no meio de stands de roupa de marca, a mais importante e revolucionária tarefa do momento: reforçar a votação na CDU e construir uma alternativa de esquerda que salve o país, levando a luta ao voto.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A paródia triunfalista dos esquerdistas de Lisboa...










Como é do conhecimento dos camaradas, um importante movimento da juventude do Estado espahol desenvolveu-se, nas últimas semanas, contestando a ditadura financeira que condena, cada vez mais e mais, amplos sectores da população à miséria para regabofe dos accionistas dos BPNs, BPPs & companhia...

Naturalmente, os comunistas estão (estarão sempre!) ao lado de quem luta. Mas uma coisa é a luta consequente, outra, bem diferente, é uma paródia de luta que está a ser apresentada na blogosfera como o "último grito da luta de classes"...

Quando lerem estas linhas, os meninos rabinos do costume vão espumar da boca e berrar "sectários"!!! Não temos medo... E é preciso dizê-lo:

Para quem passa a vida a críticar o Partido por (supostamente) este ser subserviente a modelos externos à nossa tradição de luta e propostas concretas; não deixa de ser irónico que, à primeira oportunidade, se lancem na mimetização mais simplista do que por lá fora se passa... São modas, é o que é...

Para quem passa a vida a grunhir acerca da (suposta) burocratização, política e acções reformistas dos nossos (nossos, dos trabalhadores) sindicatos de classe e do nosso (nosso, dos militantes) Partido; não deixa de ser irónico que pouco mais de duas dúzias de activistas (serão?) acampados no Rossío à margem de toda (e verdadeira) luta política e sindical que se trava no país, se auto-descrevam em termos como:

"Ontem à meia-noite e meia [sexta-feira de copos...] estavam à volta de 250. Não me lembro de algo semelhante ocorrer assim nos últimos anos." [coitado: não pôs os pés na manif organizada pela CGTP, na véspera, com 50.000 trabalhadores..]

Ou

"Aquilo que vi ontem já tinha estudado nos livros mas nunca tinha visto". [esta é aquela senhora que lê e escreve livros deste tipo...]

Enfim... devo dizer que por lá passei às 10 da noite do último sábado e vi mais gente acampada à porta da ginginha do que aos pés da estátua do D. Pedro IV... Mas... como é que diz o ditado? "Presunção e água-benta, cada um toma a que quer", não é assim? Para quem choraminga pelos [seus] anos de apatia, resta-me desejar: bem-vindos à luta! ... Mesmo sabendo que, tal como me estava dizendo o camarada Toni plo facebook: "ao 12 de Março fizeram agora isto!"

sábado, 14 de maio de 2011

estórias de enganar

Raquel V., orientada por um dos cúmplices do 25 de Novembro, "prova" a traição do Partido no processo revolucionário...


Há histórias de encantar e há "estórias" de enganar. O mais recente livro sobre a história do Partido com a chancela da Bertrand (o 2º maior grupo editorial livreiro do país) enquadra-se na segunda categoria...

Devo dizer que não comprei (nem vou comprar!!!) o livro, pois não estou para deitar 14€ À rua. Também não preciso: os argumentos, agora transfigurados em "rigor histórico", são os mesmos que são gritados há 40 anos - o "PCP traiu a revolução"!

Uma boa súmula do livro, encontra-se AQUI em discurso directo pela respectiva autora. Esta ufana-se de "400 páginas de documentação" e muito "rigor histórico", mas entre tanta esquizofrenia sectária, os argumentos chegam a este calibre: “quem pôs fim ao V governo provisório foi o PCP”.

Para quem não era nascido e não se documentou com "400 páginas" simplesmente lembramos:


Estávamos no chamado "Verão quente de 75". O PS, o PPD, o CDS, os grupos bombistas da extrema-direita e outros grupelhos da extrema-esquerda formavam uma "sagrada aliança" para derrubar Vasco Gonçalves; no seio do MFA nascia o chamado "Grupo do 9" que logo teve o apoio do Otelo Saraiva de Carvalho - o mesmo que recomendou, pela imprensa, "umas longas férias" ao então primeiro-ministro.


As sedes do Partido ardiam e eram impunemente assaltadas pelos trogloditas à saída da missa, excitados, seguramente, pelos vinhos da Eucaristia... A 5º Divisão foi encerrada à força e, em Tancos, nos primeiros dias de Setembro, os oficiais "moderados" de conluio com outros abertamente reaças demitiram o companheiro Vasco das suas funções.


Mas claro! Isto não teve nada a ver, como o "comprovam" as tais "400 páginas de documentação"...


Enfim... nós não precisamos de tantos caracteres para rebatermos Raquel V. que, com tanto "diálogo entre as fontes", ignorou EVIDÊNCIAS compreendidas por uma criança de 5 anos apenas para poder gritar "O PCP traiu"... Não! Rebater o quê?!? Basta-nos a memória da vivência daqueles dias.


Mas a essa senhora que teve o despudor de afirmar em público: "a burguesia deveria erguer uma estátua ao PCP pelo seu papel contra-revolucionário", apenas poderemos responder-lhe que, enquanto nos sentámos à espera de ver o Belmiro de Azevedo iniciar uma subscrição pública para tal monumento, pudemos (entretanto) verificar como a burguesia universitária a cobriu já de louvores e outras aclamações pelo seu "rigor histórico" e respectivas "400 páginas " especialmente documentadas...