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segunda-feira, 6 de junho de 2011

RESISTIR É VENCER



Esta é para ti, Passos.
Agora há que esfolar um coelho!

Quanto a outros... como velhas glórias do Benfica, apenas somos capazes de dizer... temos pena!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COMÍCIO DE ENCERRAMENTO DA CAMPANHA DA CDU
HOJE - LARGO CAMÕES EM LISBOA, PELAS 21:30h


terça-feira, 17 de maio de 2011

SÓCRATES ACERTA EM CHEIO!

Tenho a impressão que é a primeira vez que tenho razões para dizer isto, mas durante o debate com o Gerónimo, o pantomineiro do primeiro-ministro cessante acertou em cheio na acusação que fez: é bem verdade que o Partido defende a nacionalização da banca, sector financeiro e empresas estratégicas do país. É que (e veja-se bem o desplante do PCP!), o Partido defende que a economia esteja ao serviço do povo e não ao serviço dos "mercados".

DOMINIQUE, PÁ! QUE TAL É A PRISA?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

Avante!

Para quem quiser conhecer melhor a História do Glorioso, da resistência antifascista e, de modo geral, do Portugal do séc. XX, tem na leitura do Avante! uma fonte ABSOLUTAMENTE imprescendível!

Fica aqui o link para a consulta do Avante! clandestino (1931-1974)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

DOS NOSSOS LEITORES....

"Gosto imenso disto. estes posts dão um jeitão na discussão política que mantenho com os cromos do bloco da minha faculdade. A um deles até o convenci a deixar o be e já está a reunir com o nosso colectivo"
camarada LISANDRO
É por estes singelos momentos de felicidade que produzimos o anti-troll

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Editorial do Avante!


No conjunto dos cerca de 1500 delegados que constituíam o XVIII Congresso, o mais velho tinha 93 anos e o mais novo, 16. Entre um e outro, nasceram, cresceram, viveram, lutaram sucessivas gerações de comunistas, de homens, mulheres, jovens que, ao longo de décadas, cada um à sua maneira e todos integrando «o nosso grande colectivo partidário», fizeram do Partido Comunista Português o Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, o Partido da esperança e do futuro socialista para o nosso País.

Entre um e outro, nasceu, cresceu, viveu, lutou o Partido que ali estava, reunido em Congresso, no Espaço Multi-usos do Campo Pequeno, um Partido justamente orgulhoso da sua história e de todos os seus construtores ao longo dos tempos – e daquele que foi, indubitavelmente, o maior, o mais relevante, o mais destacado desses construtores: o camarada Álvaro Cunhal (...)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

EM CONGRESSO

FOTOGRAFIAS do XVIIIº Congresso AQUI

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Vídeos exibidos no XVIIIº Congresso

Fazemos 1 link directo para a página do Glorioso onde podem ser vistos 3 vídeos, nomeadamente:

Álvaro Cunhal, comunista de sempre
Lutas
Congressos do Glorioso

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

XVIIIº CONGRESSO

"Aqui forjámos, actualizámos e assinámos um compromisso de honra com o povo português: de tudo fazer por uma vida melhor, num país mais justo e democrático sem perder rumo em direcção ao horizonte de uma sociedade liberta da exploração do homem por outro homem. "
Discurso de encerramento do XVIIIº Congresso, lido pelo camarada Gerónimo, pode ser lido aqui

sábado, 29 de novembro de 2008

XVIIIº CONGRESSO DO GLORIOSO

Assiste em directo ao Congresso do Glorioso AQUI

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A uma semana do Congresso

Uma centena de militantes e simpatizantes do PCP encheram o auditório do Centro Cultural de Rio Tinto, num comício promovido pela Comissão Concelhia de Gondomar no âmbito da preparação do XVIII Congresso do Partido, que se realiza em Lisboa nos próximos dias 29 e 30 de Novembro e 1 de Dezembro.
Após cerca de 40 minutos de música que animou a assistência e fez recordar velhas, mas actuais, canções de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, António Valpaços, da JCP e membro da Comissão Concelhia do Partido, destacou a ofensiva do Governo, que tem na juventude um dos seus principais alvos. O trabalho precário, a falta de condições de muitas escolas e a aposta numa política de baixos salários e de baixas qualificações é particularmente sentida neste concelho, onde há 800 jovens licenciados sem emprego e onde mais de um terço dos desempregados tem menos de 35 anos.
O destaque para o reforço do Partido desde o último Congresso foi feito por Daniel Vieira, da Comissão Concelhia. Os recrutamentos, a criação do sector de empresas, a intensa actividade e o combate à política de direita são os traços principais do trabalho da organização concelhia do Partido neste período.
No encerramento do comício, Francisco Lopes, da Comissão Política e do Secretariado, caracterizou a crise capitalista em curso, apontando os seus responsáveis, e denunciou as políticas de direita que atacam os direitos laborais e impõem a redução de salários e pensões. O reforço do PCP, o aprofundamento da ligação aos trabalhadores e às populações e a dinamização da luta de massas foram apontados como cruciais para a concretização da ruptura com esta política e para a exigência de uma política de esquerda ao serviço do povo e do País.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Em centenas de reuniões, plenários e debates, realizados por todo o País e aos mais diversos níveis da estrutura partidária, muitos milhares de militantes comunistas participam na preparação do XVIII Congresso do Partido.
A informação a que temos direito

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Temos um grande Partido para fazer um grande Congresso!

Em entrevista ao Avante!, o Secretário-geral do PCP realçou a vitalidade do colectivo partidário na preparação do XVIII Congresso do PCP e expressou a convicção profunda de que o socialismo é uma possibilidade real e a mais sólida perspectiva de evolução da humanidade.


Avante! – Em todos os seus congressos, o Partido deu resposta a importantes questões com que se deparava nas diferentes épocas... A que questões terá obrigatoriamente o XVIII Congresso de responder?
Gerónimo – O lema «Por Abril, pelo Socialismo – um Partido mais forte» é a melhor síntese dos objectivos do Congresso. Partindo das nossas próprias análises, decidiremos as nossas orientações no plano nacional e internacional. Mas o Partido – o seu reforço por via do conceito integrado de mais organização, mais intervenção – constituirá a pedra angular do XVIII Congresso, assumido como questão central e transversal nas Teses/ Projecto de Resolução Política.
Avante! - Como avalias a evolução da situação política e social do País nos últimos quatro anos?
Gerónimo - Chamo a atenção para o capítulo da situação nacional. Partindo de uma análise rigorosa do que foi e é a acção política do Governo do PS, sustentados na realidade económica e social do País, verificamos que o País está mais injusto e desigual, mais endividado e menos soberano. É verdade que a ofensiva e as políticas de direita já duram há três décadas. Mas este Governo deu-lhe uma dimensão mais global.
Estamos perante o fracasso da requentada alternância sem alternativa. E nas Teses demonstramos que há política alternativa e alternativa política. Não ficaremos à espera de que esta política e os seus executantes caiam de maduros. Os trabalhadores, o povo e o País exigem a ruptura e a mudança desta política. No entanto, sem avaliação e análise ficaria só a afirmação.
Avante! - E a nível internacional? Nas Teses, reafirma-se a convicção – expressa já no XVII Congresso – de que «grandes perigos» coexistem com «reais potencialidades de desenvolvimento progressista e mesmo revolucionário». A vida provou esta nossa tese?
Gerónimo - A evolução da situação internacional, a crise do capitalismo, os terríveis efeitos que resultaram dos traços fundamentais da sua natureza opressora, exploradora, que usa o militarismo e a guerra quando se confronta com a resistência e a luta dos trabalhadores e dos povos, cria uma situação complexa com grandes incertezas nos seus desenvolvimentos.
Mas estarás de acordo que aquelas profecias do fim da história, do capitalismo como fase actual e terminal da humanidade, sofreu um profundo abalo. Sem dúvida devido a factores objectivos, mas também porque há forças que resistem, trabalhadores que lutam, povos que não só defendem como conquistam soberania, colocando na ordem do dia a necessidade, possibilidade e urgência do socialismo como alternativa.
Têm grande significado os três pilares de análise que conduzem a essa conclusão: o materialismo histórico dialéctico, descoberta fascinante de Marx e Lénine; o significado histórico universal da Revolução de Outubro no empreendimento primeiro de uma nova sociedade na URSS e demais experiências históricas do socialismo; e a análise do sistema capitalista e das suas tendências de desenvolvimento.
Avante! - A luta de massas tem sido vigorosa, atingindo níveis só comparáveis aos de há mais de vinte anos. De que forma pode isto condicionar positivamente o rumo da política nacional?
Gerónimo - Lembrar-te-ás, aqui há 4 anos, atrás das teses em voga, da desnecessidade e ineficácia da luta de massas, logo da desvalorização da luta sindical, dos próprios sindicatos de classe e, consequentemente, do Partido de classe. Desde «politólogos» e sociólogos, passando pelo PS e até o BE – todos teorizaram sobre isso. Moderno era substituir a luta organizada dos trabalhadores e as suas organizações pela «nova» concepção «movimentista» e de resposta «espontânea e à peça».
As classes dominantes sempre tiveram consciência de que luta sempre houve e haverá. O que receiam é a luta organizada e os trabalhadores organizados no seu sindicato e no seu Partido. É evidente que estas teorias se sustentavam no facto de o PS ter alcançado a maioria dos votos dos trabalhadores que estariam neutralizados quanto à participação na luta. Quase sufocavam as teses das inevitabilidades e do fim da luta de classes, que essa coisa das manifestações organizadas estavam ultrapassadas...
Avante! - Teses que acabariam por cair por terra...
Gerónimo - A CGTP-IN lutou contra a corrente. A partir dos problemas concretos dos trabalhadores, sacudiu essa pressão, mobilizou e organizou a luta. O Partido, contra essa corrente dominante, travou com determinação importantes batalhas políticas e ideológicas com uma intervenção que rompeu com o conformismo, o desânimo, transformando o descontentamento em luta. Confirmou-se que os trabalhadores foram a força propulsora da luta, animando outros sectores e camadas sociais. O próprio Partido, naquela inesquecível Marcha «Liberdade e Democracia», demonstrou a força e actualidade da luta.
Se seguíssemos os «conselhos» desses teorizadores, não se teriam realizado aquelas poderosas manifestações de massas de que as nossas Teses dão conta. Foram suficientes para derrotar a ofensiva? Não! Mas animada por aquela concepção de que «quando se luta nem sempre se ganha, mas que quando não se luta perde-se sempre», a luta obrigou a recuos, cortou o ritmo da ofensiva, fragilizou o Governo, permitiu acumular forças e dar confiança. Olhando a esta distância, também aqui se prova que resistir é já vencer!
Avante! - «Só o socialismo pode responder às mais profundas aspirações dos trabalhadores e dos povos», lê-se a dada altura das Teses. De que forma o Congresso poderá contribuir para afirmar amplamente a alternativa do socialismo?
Gerónimo - O mundo move-se! É um facto que o capitalismo tem tido uma capacidade de adaptação e de recuperação que não pode ser subestimada. Mas não pode fugir às suas insanáveis contradições e começam a definir-se os seus limites históricos.
Ganhou fôlego com as derrotas do socialismo e, através duma poderosa campanha, apresentou-se como sistema terminal e sem alternativa. Nos anos noventa, fez doutrina sobre o fim da história, o fim do comunismo e dos partidos comunistas, da luta de classes, das ideologias, o fim das revoluções.Anunciaram e receitaram a globalização capitalista e o neoliberalismo, com a oferta da «terra prometida» de liberdade, de paz e de segurança internacional e o progresso social. Arrastaram consigo forças progressistas e social-democratas para a ideia de que o capitalismo só precisava de ser «mais civilizado» e «democratizado», transformando-as, nalguns casos, como acontece no nosso país, em instrumentos para a realização da sua política e ideologia.
Avante! - Mas esta afirmação do capitalismo acabou por não ser assim tão simples...Este triunfalismo durou pouco. Por razões da sua natureza, o capitalismo não só não foi capaz de corresponder aos interesses e aspirações dos trabalhadores e dos povos como acentuou a contradição entre as potencialidades fascinantes das conquistas da ciência e da técnica e as brutais regressões que flagelam a humanidade – o desemprego, a fome, a doença, o analfabetismo, as catástrofes ambientais. É cada vez maior o antagonismo entre o capital e o trabalho.
A pequena burguesia e camadas intermédias da população sofrem com o aumento da exploração e a proletarização; concentra-se e centraliza-se a riqueza; não há correspondência entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações de produção capitalista, que surgem como bloqueio ao desenvolvimento e degradam e pervertem a sua utilidade social. A natureza predadora e exploradora do capitalismo cava a sua base de apoio...
Avante! - Há, portanto, melhores condições para afirmar o socialismo?
Gerónimo - O socialismo ressurge, assim, como uma necessidade histórica e objectiva, como solução racional para a superação e eliminação da desumana anarquia e concorrência capitalistas. A necessidade tem de acertar o passo com a possibilidade. Nas Teses não formulamos um mero desejo. Antes expressamos a convicção profunda de que o socialismo é uma possibilidade real e a mais sólida perspectiva de evolução da humanidade.O PCP assume, sempre, com os trabalhadores e com o povo, o seu papel e o seu lugar na sua luta pelo socialismo em Portugal.
Avante! - Como já falámos, o reforço do Partido surge como questão central neste Congresso, ao ponto de ter reflexo no próprio lema. Nas Teses, para além de se prestar muita atenção às questões da natureza e identidade do Partido, afirma-se ser este reforço uma «condição fundamental para a alternativa de esquerda»... Qual a centralidade que esta questão assume actualmente?
Gerónimo - O conjunto de teses sobre a alternativa devem ser entendidas como um todo coerente e inseparável. Porque se insere no nosso projecto e programa de uma democracia avançada no limiar do século XXI que o Comité Central decidiu não alterar neste XVIII Congresso. Mas cada tese tomada por si tem como vértice e condição fundamental o reforço do Partido em diversas vertentes. Damos valor intrínseco ao desenvolvimento da luta de massas, colocamos a política alternativa como alicerce de construção da alternativa política e a necessidade objectiva e subjectiva da convergência das forças sociais e políticas para essa construção. Temos a tese de que sem ruptura com esta política não há arrumação de forças que garantam com solidez uma alternativa de esquerda. Temos o desenho todo? Não! Mas, também por isso, mais valor tem o reforço do PCP para encetar e construir uma solução que nunca será um acto mas um processo.
Avante! - Os congressos são também um momento de prestação de contas. Que balanço se pode fazer dos avanços orgânicos desde o XVII Congresso do Partido?
Gerónimo - Bom! Lembrar-te-ás também do que disseram, das profecias apocalípticas que fizeram durante a preparação e realização do XVII Congresso. Convidaram-nos a «escolher a árvore em que nos devíamos enforcar»: ou mudávamos abdicando da nossa natureza, projecto e ideologia, e lá iríamos vivendo, definhando; ou não mudávamos e morreríamos rapidamente.
Partindo da reafirmação da nossa natureza, identidade, princípios e projecto saímos do Congresso com a decisão de que sim, era possível um PCP mais forte. Com o objectivo de concretizar um audacioso avanço na agregação, funcionamento colectivo, estruturação e capacidade de intervenção. O movimento geral de reforço da organização partidária passou a ser uma linha fundamental do trabalho das organizações e militantes do Partido. Os resultados traduzem-se no avanço mais significativo das últimas duas décadas.
O Comité Central do Partido, assumindo o seu papel de direcção superior do trabalho partidário expresso nas suas deliberações e orientações. Avançámos com a campanha de contactos e actualizámos os ficheiros permitindo verificar um apuramento de cerca de 59 mil militantes. Realizaram-se 630 assembleias de organização. Verificou-se um dos maiores recrutamentos dos últimos anos – mais de 7 mil novos militantes, com uma importante componente juvenil e um número elevado de mulheres. Responsabilizaram-se mais de 1400 quadros, 712 dos quais com menos de 35 anos...
Avante! - Sem nunca parar com a restante – e intensa – intervenção do Partido...
Gerónimo - O reforço da organização teve uma estreita e integrada consequência no reforço da intervenção política e de massas. Desenvolvemos importantes campanhas políticas de massas e iniciativas nacionais e internacionais relevantes. Neste permanente fazer e refazer, valorizando os êxitos e avanços e não subestimando as condições em que trabalhamos e lutamos – num quadro de grande confronto político e ideológico em que o anticomunismo ganhou nova relevância e virulência no alforge da grande burguesia, numa situação social de destruição do aparelho produtivo e da repressão dos trabalhadores, de generalização da precariedade –, não se pode deixar de analisar a persistência de debilidades e dificuldades e atrasos que persistem.
Avante! - Queres destacar algumas em particular?
Gerónimo - Sem desvalorizar os avanços, há muito para fazer no plano do reforço da organização nas empresas e locais de trabalho. É uma questão estratégica. Destaco também a situação financeira do Partido. Sabemos que a independência política e ideológica do Partido passa muito por termos meios materiais próprios. Vivemos na base da contribuição e quotização dos militantes e dos eleitos (que constituem mais de 90 por cento das nossas receitas), ao contrário do PS, PSD, CDS-PP e BE, que vivem essencialmente do financiamento do Estado. Apesar da evolução positiva das receitas e da contenção das despesas, não invertemos a situação. O XVIII Congresso deve assumir esta questão como uma questão política e ideológica de grande importância. Estes dois aspectos são parte integrante da concepção global e integrada da acção geral de fortalecimento do Partido que o XVIII Congresso se propõe lançar para um PCP cada vez mais preparado para responder à situação sejam quais forem as dificuldades que se apresentem.
Avante! - No último Congresso, o Partido acabou por considerar algumas imposições da lei dos Partidos, reservando a sua posição relativamente a futuros congressos. Que poderemos esperar no Congresso relativamente a isto?
Gerónimo - Os delegados ao Congresso decidirão, no quadro da aprovação do Regulamento. Temos a convicção de que decidirão com base em duas ideias: reafirmando a necessidade democrática da revogação desta Lei, tal como da Lei do Financiamento dos Partidos, nomeadamente nas suas normas de formatação e ingerência na vida interna dos partidos; e reafirmando o inalienável direito do Partido, de acordo com a livre vontade dos seus membros de decidir soberanamente das formas de organização e funcionamento e de adoptar em cada momento, e também no XVIII Congresso, as deliberações que melhor sirvam a luta do PCP.
Avante! - Na sua última reunião, o Comité Central apelou a um «forte empenhamento das organizações e militantes na preparação, dinamização e envolvimento no debate preparatório do XVIII Congresso». Da planificação das iniciativas que já se conhece, qual será a resposta do colectivo partidário a este apelo?S
Gerónimo - Será uma ampla resposta em movimento! Teremos no Congresso cerca de 1500 delegados e estão já marcadas mais de mil reuniões e plenários em todas as organizações regionais, sectores e frentes de trabalho para discussão das Teses, eleição de delegados e debate sobre temas específicos. É um trabalho que se pretende que vá o mais longe possível e de forma ampla.E é justo sublinhar a diferença com qualquer outro partido nacional, prova do funcionamento democrático do nosso grande colectivo partidário.
Os nossos Congressos são sempre objecto e manipulação, leituras distorcidas de orientações, caluniosas acções visando perturbar e desviar-nos dos objectivos centrais O XVIII Congresso não será excepção. O grande colectivo partidário que somos marca o rumo e decide, centrado nos interesses dos trabalhadores, do povo e do País e na afirmação do nosso ideal de emancipação humana.Quando se pensa nalguns que saíram com o argumento da falta de democracia interna, e de falta de espaço de debate, ao vê-los engajados noutros partidos a subscreverem de cruz a moção do chefe, percebe-se melhor algumas atitudes e comportamentos e a falsidade das razões invocadas...
Avante! - Os militantes já foram ouvidos na preparação deste congresso, nomeadamente na primeira fase. Que balanço se pode fazer dessa participação? Quantos camaradas se conseguiu envolver? Que preocupações manifestaram? Que sugestões fizeram?
Gerónimo - O Comité Central fez o balanço da primeira fase preparatória, que envolveu cerca de 8 mil militantes do Partido em mais de 800 reuniões e plenários de organismos e organizações. Sublinhe-se que o debate nesta fase preparatória foi realizado num quadro de intensa actividade política e de massas do Partido tendo em conta particularmente a luta contra as alterações gravosas ao Código do Trabalho avançadas pelo PS e na fase decisiva da construção da Festa do Avante! que, como sabes, envolve centenas de quadros do Partido.
Ainda com base na matriz aprovada em reunião do Comité Central, surgiram valiosas contribuições que, confirmando os objectivos apontados pelo CC, foram um valioso material para a reflexão e elaboração do projecto de Teses. E os próprios membros do CC fizeram centenas de propostas ao anteprojecto elaborado pelos organismos executivos. A crise do capitalismo e o aprofundamento das causas das derrotas do socialismo, a situação nacional e a questão da política alternativa e da alternativa política, as organizações e o movimento de massas, o Partido, o reforço da sua organização, acção e intervenção mereceram uma particular atenção e discussão.
Temos um grande Partido para fazer um grande Congresso, respondendo aos grandes problemas do presente, afirmando o ideal comunista com a confiança e determinação que nos caracterizam.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

É Já agora!!!!

No dia em que se assinala o 10º Aniversário do anúncio da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, O Partido Comunista Português promove, uma Sessão Comemorativa, HOJE, quarta-feira, às 18h00, em Lisboa, no Centro de Trabalho Vitória, em que participarão Jerónimo de Sousa e José Saramago. Precedendo as intervenções do Secretário-geral do PCP e de José Saramago, haverá um apontamento musical interpretado por Carlos do Carmo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Comunicado do Comité Central do PCP

Por Abril, pelo Socialismo, um Partido mais forte

O Comité Central do PCP, reunido nos dias 20 e 21 de Setembro de 2008, analisou a grave situação económica e social do País e a degradação das condições de vida da generalidade da população, denunciou a política de direita do Governo e as suas consequências, com destaque para a alteração ao Código de Trabalho e o elevado nível de desemprego.
O Comité Central analisou igualmente a complexa situação internacional e a ofensiva do imperialismo. Valorizou o assinalável êxito da Festa do Avante!, saudando o colectivo partidário.
O Comité Central definiu as principais tarefas e linhas de trabalho para os próximos meses, de onde se destaca a preparação do XVIII Congresso, tendo aprovado as Teses/ Projecto de Resolução Política que irá agora ser posto à discussão em todo o Partido. (...)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Nunca o PCP esteve tão perto de consolidar-se como o bloco liderante da esquerda, apesar das cócegas e das caneladas da esquerda caviar."


José Miguel Júdice in Público

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Viva a CGTP!

Sou trabalhador. Sou sindicalizado. Sou orgulhoso do
meu sindicato.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

É Tempo de Lutar, é Tempo de Mudar!


Infelizmente, os trabalhadores portugueses voltam a estar confrontados com a iminência de novas alterações ao Código do Trabalho. Alterações que visam desequilibrar, ainda mais, a correlação de forças e de direitos para o lado dos patrões.


Este novo Código Laboral visa:

a) Facilitar os despedimentos
b) Desregulamentar os horários de trabalho
c) Reduzir os salários
d) Destruir a contratação colectiva
e) Legalizar a precaridade
f) Atacar a liberdade de associação sindical
g) Subverter o direito ao trabalho
Sobre esta matéria, a intervenção dos militantes comunistas desenvolver-se-á igualmente (e sobretudo) no contributo unitário e decisivo que terão que dar à luta organizada pela CGTP e, designadamente, à preparação da grande jornada de luta marcada para 1 de Outubro.
Mas enquanto a palavra de ordem do Glorioso é "ampliar a luta", cabe - infelizmente - destacar novamente o papel oportunista e divisionista dos agentes BEs.
O BEs como não tem nada de novo a propor e já lhe vão faltando coelhos para tirar da sua cartola de ilusionista, entretem-se a repetir os mesmos números circenses. Já é da praxe: em Setembro organizam uma "longa marcha" só porque sim e porque é preciso aparecer na televisão.
Este ano será sobre a "precaridade". O combate à precaridade, note-se, é um dos eixos fundamentais da luta operária. Contra isso nada a apontar! Porém... quando o conjunto da classe trabalhadora se confronta com um conjunto de ataques que afecta todos e cada um dos trabalhadores portugueses, que faz o BEs? Marcha contra o Código Laboral?
Não, nada disso! Numa atitude profundamente divisionista, visando aparecer uns minutinhos no telejornal, mesmo à custa de cavar distâncias entre trabalhadores precários e trabalhadores com vínculos; o BEs, oportunisticamente, aponta baterias à precaridade, "esquecendo-se" dos milhões de trabalhadores portugueses que, não sendo (ainda) precários, vão ser confrontandos com um ataque cerrado aos direitos que vão mantendo. Ao invés de unir, o BEs divide. Não é sectarismo nosso, é apenas a realidade dos factos da vida.
Voltaremos ao tema...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Festa do AVANTE!

É já este fim de semana que se realiza a Festa. Política, luta, concertos, teatro, feiras do livro e do disco, artesanto, gastronomia, exposições e muito, muito mais na maior actividade político-cultural de massas

Para lá da Grande Gala da Ópera que trará ao grande público algumas das áreas mais famosas, teremos na Festa entre outros...
Xutos e Pontapés
Camané
Mário Laginha
Terrakota
Tabanka Djaz
Júlio Pereira
Da Weasel
WrayGunn
Big Band do Hot Club de Portugal...
Tudo bons motivos para assistir ao maior evento político-cultural de massas no nosso país.
FESTA DO AVANTE!
5, 6 e 7 de Setembro
Compra já a tua EP no Centro de Trabalho mais próximo de ti e... Toma Partido!