quinta-feira, 16 de junho de 2011

O primeiro-ministro indigitado

Pedro Passos Coelho adora encher a boca sobre "as gorduras do Estado", sobre o "despesismo" e sobre os "excessos do Estado"... Na realidade, Pedro Passos Coelho anda a encher a boca (e a pança) na gamela do Estado clientelar desde a mais tenra idade...

Com efeito, este Coelho que tirou da cartola a ideia de pôr os desempregados a trabalhar de borla, nunca conheceu um dia de desemprego por força da dedicação à "res pública" e dos amigos poderosos que fez na política. Aliás, este político a quem os média burgueses reputam de "inexperiente" tentando disfarçar a sua inépcia congénita, anda nessas lides politiqueiras há mais de 30 anos!!!

Pedro Passos Coelho chamou há dias de "ignorantes" todas aquelas pessoas que entraram nas "Novas Oportunidades". Mas Pedro Passos Coelho levou quase 20 anos para acabar um curso - de economia, claro!, numa universidade privada e na fresca verdura dos seus 37 anos.

Notável, não é? Mas "oportunidades", por "oportunidades", Pedro Passos Coelho, que considera que há muita gente a "viver de expedientes", nunca precisou de "favores" e , após 20 anos como líder da JSD, vereador, deputado e muito mais, esteve uns tempos afastado da política para, nas suas próprias palavras, "assegurar a minha [a dele] independência"... Assim, o seu amigo Ângelo Correia (que mais tarde viria a lançá-lo à presidência do PSD) logo tratou de o convidar para ingressar no Grupo Fomentinvest, onde seria o director financeiro (com salário necessariamente a condizer).

Muito mais se poderia dizer, decerto, mas cremos que estes escassos dados biográficos, provam à saciedade, que Pedro Passos Coelho encarna (como poucos) aquele ideal de "merditocracia" que é tão caro ao PPD/PSD e á Direita em geral.

1 comentário:

Unknown disse...

Sempre, sempre a conspirar, desde há séculos.
A nossa história tem momentos, onde estas figuras se encontraram.
Desde a batalha de Alfarrobeira, à perda da nossa independência, em 1580.
À «Vilafrancada» de Dom Miguel.
Ao militarismo germânico de Sidónio Pais.
Ao «salazarismo» manhoso, da guerra colonial e das prisões.
Agora, aparecem, de novo, como se nada fosse.
Passos, Portas, uma maioria parlamentar e um presidente, à medida dos velhos pesadelos destrutivos.
A história os terá em conta.
A história não os absolverá.